A filiação socioafetiva encontra seu núcleo ensejador nos laços afetivos constituídos pelo cotidiano, pelo relacionamento de carinho, companheirismo, dedicação, doação entre pais e filhos. Está cada vez mais fortalecida, tanto na sociedade como no mundo jurídico, em face da regra constitucional que veda distinção entre filhos biológicos e havido por adoção e filiação sócioafetiva. Já constava do Código de Hamurabi que pais são os que criam e educam e não os que geram. Assim, deve ser reconhecida a filiação, inclusive no direito registral, tendo-se por pai aquele que desempenha o papel de protetor e educador e que dá e recebe afeto.

Em face do modelo contemporâneo de família, importa demonstrar os impactos causados no desenvolvimento social, emocional e patrimonial, interfamília e na sociedade, da paternidade socioafetiva, bem como o direito de escolha registral, atinente ao princípio da dignidade humana. O que deve prevalecer: a verdade biológica ou afetividade?  Pela Doutrina e Jurisprudência  modernas, deve prevalecer esta última.

O direito à origem biológica é assegurado, porém não desconstitui a filiação socioafetiva. Apenas assegura o exercício pleno de seu direito de personalidade. Dessa forma, faz-se imperioso o reconhecimento, de que a instituição familiar está diante de um conflito constante, visando a suprir as necessidades inerentes ao afeto, advindas da nova dinâmica social, incompatível com as razões patrimoniais existentes. A Doutrina e os Tribunais entendem possível a pretensão do filho haver, do pai socioafetivo, questões patrimoniais, embora não tenha ocorrido o reconhecimento judicial da socioafetividade. Basta a presunção e indícios suficientes quanto à paternidade.

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